Três secretários e um subsecretário devem sair para concorrer às eleições

Pelo menos três secretários e um subsecretário de Estado da gestão do governador Eduardo Riedel (PP) devem deixar os cargos até abril para concorrer às eleições gerais deste ano, conforme o Correio do Estado apurou.

O primeiro deles é o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Elias Verruck (PSD), que já tinha confirmado à reportagem que se candidataria em novembro do ano passado.

Agora, o Correio do Estado recebeu a informação de que também devem sair o titular da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Marcelo Ferreira Miranda (PSDB), o titular da Secretaria de Estado da Casa Civil (Casa Civil), Walter Carneiro Júnior, e o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), Fernando Souza (PP).

Há ainda uma possibilidade remota de que a titular da SEC, Viviane Luiza da Silva (PP), possa deixar o cargo para disputar as eleições, porém, como isso depende da necessidade de composição da cota de gênero na chapa para deputado estadual da Federação União Progressista, formada pelo PP e o União Brasil, o nome dela não está incluído na lista.

No caso de Jaime Verruck, a pretensão dele é ser pré-candidato a senador da República, e o Correio do Estado apurou que ele já teria até anunciado a data em que vai se desincompatibilizar do cargo: no dia 30 de março.

Já o secretário Marcelo Miranda é cotado para concorrer a deputado estadual desde o ano passado, em função de sua projeção no comando da Setesc, mesma pretensão de Fernando Souza, enquanto o secretário Walter Carneiro Jr. brigará por uma das oito cadeiras na Câmara dos Deputados.

SURPRESA
A grande surpresa é Walter Carneiro Jr., já que, a princípio, ele não disputaria as eleições deste ano, pois teria sido estabelecido como condição para assumir a Casa Civil no lugar de Eduardo Rocha (MDB) o compromisso de ficar no cargo até o fim do primeiro mandato de Riedel.

No entanto, de acordo com informações obtidas pela reportagem, o comando do partido estaria com dificuldade para formar a chapa para concorrer às oito vagas de deputado federal e, em razão disso, não poderia se dar ao luxo de abrir mão do titular da Casa Civil, afinal, nas eleições de 2022, ele obteve quase 40 mil votos (39.860), sendo o atual primeiro-suplente de deputado federal pelo PP.

Porém, há essa rusga para ser administrada com o governador, em função de ele possivelmente deixar o cargo cinco meses após ter assumido.

Na época, em outubro do ano passado, além de Walter Carneiro Jr., também estavam cotados para assumir a Casa Civil o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Educação (SED), Sérgio Gonçalves, que tem longos anos de serviços prestados ao PP de Mato Grosso do Sul, e o superintendente do Sebrae-MS, Cláudio Mendonça, que é um nome muito próximo da senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP.

Gonçalves era assessor especial na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e acumulava ampla experiência na administração pública estadual, tendo comandado a área financeira da Secretaria de Estado de Comunicação durante a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), enquanto Cláudio Mendonça está à frente da superintendência do Sebrae-MS desde 2007 e mantém forte relação com o governador desde quando Riedel comandou a Famasul e o Conselho Deliberativo do Sebrae-MS.

Mendonça tem quase 20 anos de experiência no Sistema S, passando pela diretoria da Fiems e, atualmente, ocupando cargo na diretoria da Famasul. Ele também participou da diretoria da Fecomércio-MS e foi presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentos do Estado de Mato Grosso do Sul (Siams).

Caso ele fosse o escolhido, seria o segundo secretário de Estado do governo de Riedel ligado ao Sistema S, já que Jaime Verruck, titular da Semadesc, é oriundo do Senai-MS e da Fiems.

*Saiba
Para concorrer às eleições deste ano, o três secretários e o subsecretário citados na matéria precisarão seguir as regras e os prazos da Lei de Inelegibilidade.

Um dos pontos dessa lei é a desincompatibilização eleitoral, que exige o afastamento de certas funções, cargos ou empregos na administração pública, direta ou indireta, seis meses antes das eleições, para poder disputar cargo eletivo.

Fonte:Correiodoestado

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