SES avalia ferramenta para monitoramento e avaliação de contratos com OS e PPPs

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) estuda a adoção de uma nova ferramenta digital voltada ao monitoramento e à avaliação de contratos com OSs (Organizações Sociais) e PPPs (Parcerias Público-Privadas). A proposta foi discutida durante o evento “Estratégias Digitais para a Gestão em Saúde Pública”, que na última quinta-feira (03) reuniu especialistas e gestores para debater soluções tecnológicas aplicadas à administração da saúde no estado.

Além do controle contratual, temas como integração de dados clínicos, compartilhamento de informações e modernização regulatória também estiveram em pauta. Palestrantes como Ricardo Scoralick Duarte Dias, Augusto Patricio Alencar Bandeira Júnior e Lucivaldo Lourenço da Silva Filho também contribuíram com reflexões sobre integração de dados em saúde, ferramentas digitais para a regulaçao do acesso e gestao de filas de espera, e prestação de contas.

O superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata, destaca que a discussao é feita porque a adoção de um sistema de gerenciamento representa avanço na governança, permitindo maior rastreabilidade das ações contratadas e sobre a qualidade dos serviços prestados pelas OSs, além de respostas mais rápidas às demandas da população.

“A proposta apresentada é baseada em uma ferramenta já implantada em SP, que oferece maior agilidade na prestação de contas, revisão e aprimoramento dos indicadores de qualidade e quantidade previstos nos contratos. Além disso, fornece relatórios e dashboards que auxiliam o gestor na tomada de decisões com base em informações rápidas e fidedignas. Vai nos possibilitar um avanço muito grande na celeridade e acompanhamento dos contratos. O treinamento das equipes técnicas — tanto da gestão quanto do controle — é outro diferencial que potencializa os resultados e fortalece a governança na saúde”, detalha.

Referência

A iniciativa é inspirada na experiência da Prefeitura de São Paulo, que implementou solução semelhante. O projeto na capital paulista integra estrutura mais ampla de modernização da gestão pública em saúde, que também inclui obras, inovação organizacional, regulação digital e sistemas de monitoramento de resultados.

Durante o evento, o coordenador-geral da UCP (Unidade de Coordenação de Projetos) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Marcelo Itiro Takano, compartilhou a experiência bem-sucedida da capital nos últimos quatro anos, com destaque para o sistema e-Saúde SP. “É uma oportunidade de compartilhar experiências com gestores de alto nível que é o que a gente encontra aqui no Mato Grosso do Sul. São Paulo teve uma experiência nos últimos 4 anos de investimento pesado na estrutura digital, estratégias digitais para tentar qualificar a atenção à saúde, e a gente vem aqui no dia de hoje tentar compartilhar um pouquinho do que vem dando um bom resultado”, revelou.

Segundo ele, a ferramenta permite a integração de dados clínicos, o compartilhamento de informações entre unidades e a modernização do processo regulatório, resultando em transparência na aplicação de recursos, melhoria da qualidade assistencial e responsabilidade fiscal.

Além disso, Takano destacou o impacto do sistema integrado de controle e avaliação de parcerias, que possibilita o acompanhamento contínuo dos contratos com OSs. “Como a gestão garante que o erário aplicado nas organizações sociais está dando um bom resultado com responsabilidade financeira e fiscal”, resume.

Também participou do evento o especialista Luiz Camargo, parceiro do município de São Paulo na implementação de soluções digitais. Camargo ressaltou que os erros enfrentados no início do processo contribuíram para o amadurecimento das tecnologias adotadas e que compartilhar essa experiência pode ajudar Mato Grosso do Sul a acelerar seus próprios avanços, evitando os mesmos obstáculos. “Creio que essa experiência seja vital”, opinou.

Modernização

O sistema discutido para a Saúde contempla painéis de controle visuais e ferramentas que facilitam o acompanhamento das metas contratuais e a mensuração da resolutividade do atendimento. Esse modelo de gerenciamento permite maior agilidade para a prestação de contas, revisão e aprimoramento de indicadores contratuais, com a geração de relatórios e dashboards que apoiam o gestor na tomada de decisões com base em dados fidedignos e atualizados.

A plataforma prevê ainda a capacitação das equipes técnicas envolvidas, tanto na gestão quanto no controle, para garantir o uso adequado das informações e potencializar os resultados assistenciais e financeiros.

“Discutir soluções digitais para a gestão pública da saúde é fundamental diante dos desafios que enfrentamos. Estamos falando de ferramentas que nos permitem atuar com mais eficiência, mais transparência e maior capacidade de resposta às necessidades da população. Esse debate sinaliza o compromisso da SES com uma gestão que valoriza dados confiáveis, decisões bem embasadas e o uso inteligente dos recursos públicos”, finaliza o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa.

Danúbia Burema e Helton Davis, Comunicação SES
Foto capa: Ilustrativa/HRMS. Fotos internas: Helton Davis

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