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Entre Bonito e Jardim Rio da Prata seca, expõe morte de animais e intriga especialistas

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Trechos do rio da Prata estão completamente secos, em Mato Grosso do Sul. O afluente, característico pelas águas cristalinas que atraem milhares de turistas a Bonito e Jardim, sofre com as consequências severas da seca extrema que afeta todo o estado e a possível interferência humana. Veja o vídeo acima.

No vídeo mais acima, é possível ver o mesmo trecho do rio, na MS-178, em momentos diferentes:

  • O primeiro registro foi feito no fim de junho deste ano, que mostra o afluente completamente seco, com galhos de árvores contorcidas sobre a areia e peixes mortos;
  • O segundo foi feito no fim de fevereiro deste ano, quando o rio registrava 51 cm de profundidade.

Imagem Thalyta Andrade

Imagem Instituto Amigos do Rio da Prata

Com cerca de 219 km de extensão, pelo menos 20 km estão completamente secos no rio da Prata. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga possíveis motivos para a seca pontual em determinados trechos do afluente, para além das mudanças climáticas que afetam o estado.

Atualmente secos, os trechos que viraram desertos eram cobertos por mais de 4 metros de água. Buracos que eram utilizados como tocas por peixes foram expostos. Os animais ficam aparecendo mortos no corredor de lama e arreia.

Seca X água cristalina

 

Peixes morreram devido a seca. — Foto: Thalyta Andrade
Peixes morreram devido a seca. — Foto: Thalyta Andrade

Os pontos de seca crescem a cada dia no afluente. Entretanto, práticas de ecoturismo no rio da Prata são mantidas, já que partes do rio continuam cheias próximas aos atrativos, favorecidos por outro rio, o Olho D’Água. Pesquisadores mapearam todo o trecho onde o rio literalmente some e para de correr, para apurar o que pode ter causado a seca recorde.

A apuração deve identificar se a seca é reflexo somente do longo período de estiagem que já dura mais de 40 dias. Ou se para o sumiço do rio houve alguma intervenção humana ilegal na área por onde o afluente passa.

Os pesquisadores de dois Institutos, Amigos do Rio da Prata e Homem Pantaneiro, acompanharam a expedição e seguem em apoio com as investigações, além de pesquisadores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

“Se realmente identificar degradação por pecuarista ou agricultor, nós temos multas pesadas. Além de fazer todo um programa de recuperação ambiental, que o produtor rural deve fazer. Nada impede que técnicos federais venham ao local, que é mundialmente conhecido, para investigar”, enfatiza o promotor de Justiça Allan Carlos Cobacho do Prado.

Nas duas cidades onde o rio passa, não houve chuva considerável no último mês. Mato Grosso do Sul teve precipitações abaixo da média histórica em junho deste ano, conforme o (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul).

 

Fonte:G1MS

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