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Escritores plantam árvore para deixar legado além das palavras

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Na tarde de sexta-feira, durante a Feira Literária de Bonito (Flib), escritores se reuniram no Viveiro Municipal Eduardo Domingos Tumeleiro para um gesto simbólico: o plantio de árvores.

Entre os participantes, destacaram-se a escritora Jô Freitas e o escritor Kaká Wera, ambos escolhendo cuidadosamente suas mudas para o plantio. Jô optou por uma Caroba, enquanto Kaká escolheu um Ipê Amarelo, símbolo nacional conhecido por sua beleza e resistência.

Em entrevista, Kaká Wera compartilhou sua emoção ao contribuir com um Ipê Amarelo, descrevendo-o como “uma árvore do coração do Brasil”, simbolizando um sentimento de pertencimento e união com o ambiente natural. “É uma alegria e uma sensação de pertencimento, fazer parte de algo maior”, afirmou o escritor.

Jô Freitas, por sua vez, expressou sua conexão com a Caroba escolhida, refletindo sobre como a literatura pode dialogar com a natureza e suas raízes na Bahia, seu estado natal. Ela destacou a importância de deixar um legado além das palavras escritas. “A gente escreve um livro e acha que só vai chegar o papel impresso do outro lado, mas é possível trazer poesia, palavra, oralidade e também plantar uma árvore, que é a extensão desse chão. Acho que tem tudo a ver com a Flib, que faz a gente aterrar com as nossas origens”, comentou a autora durante o evento.

Além do plantio simbólico, a Flib também promoveu discussões sobre temas relevantes, como a resistência dos povos originários e o papel da escrita na preservação de suas culturas. Kaká Wera participou de uma roda de conversa mediada pela professora Denise Silva, do Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi), juntamente com o professor Terena, Aronaldo Julio, onde exploraram essas temáticas fundamentais.

Por outro lado, Jô Freitas encantou o público com seus poemas e seu livro de contos ‘Goela Seca’, que aborda questões de identidade e resistência de uma jovem negra na sociedade contemporânea. Mediada pela professora Karina Vicelli do IFMS, a conversa proporcionou uma reflexão profunda sobre as narrativas que permeiam a periferia e o estado da Bahia.

Fonte:CGN

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