
Relatório divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (21), aponta que de janeiro a setembro deste ano 778 mil hectares do Pantanal foram consumidos pelo fogo. Apesar de alarmante, o número é menor do que o registrado nos últimos 2 anos.
No mesmo período do ano passado, a área destruída pelas queimadas foi de 956 mil hectares. Em 2019, para o mesmo período o Pantanal perdeu 801 mil hectares. O número de focos de calor de janeiro a setembro de 2021 (3.150) é menor do que em 2019 (-30,89%) e em 2020 (-42,64%), no mesmo período, apesar das condições climáticas terem se agravado.
Desde 1º de junho o Corpo de Bombeiros, com apoio da Marinha, Exército, Imasul, Defesa Civil, policias civil e ambiental e prefeituras realiza uma das maiores forças-tarefas de combate e prevenção aos incêndios florestais no Pantanal, por meio da Operação Hefesto.
Nos 81 dias de operação foram empregados 510 homens, 88 viaturas e 6 aeronaves entre Air Tractors utilizadas para despejar água em focos de incêndio e também helicópteros.
“Estamos combatendo os incêndios florestais com muito recurso operacional, contudo a situação é crítica por vários fatores: seca prolongada e intensa, crise hídrica severa e uma geada no meio do ano, que secou ainda mais a vegetação. Mesmo nestas condições extremas, estamos controlando os incêndios, os quais são em número menor do que nos dois últimos anos”, informou o coronel Hugo Djan Leite, comandante-geral do Corpo de Bombeiros e responsável pela operação.
Nos últimos dias, as queimadas se intensificaram em várias regiões do Pantanal. Na região do Jatobazinho, norte de Corumbá, o combate está sendo realizado por uma equipe de 19 bombeiros. O maior efetivo está na sub-região do Nabileque (sul de Corumbá), com 35 militares atuando diariamente para controlar os focos nas fazendas Santa Luzia e Pensamento. Outros 30 bombeiros combatem incêndio na Fazenda Santa Eulina, na região do Paiaguás.

Fonte:CGN