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Praças pecuárias brasileiras registram estabilidade no mercado físico do boi gordo

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Nas praças de São Paulo, o valor do macho terminado ficou estável na comparação com o preço da terça-feira, cotado em R$ 310/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot Consultoria.

Os preços da vaca e novilha gordos também andaram de lado no dia de hoje nas regiões paulistas, e seguem valendo R$ 292/@ e R$ 307/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Ainda com escalas de abate alongadas, grande parte das indústrias frigoríficas do Estado de São Paulo continua fora das compras, analisando o comportamento do mercado no curtíssimo prazo, relata a Scot.

Na avaliação da IHS Markit, com o recebimento dos salários neste início de setembro, a demanda interna pela carne bovina pode ganhar força nas próximas duas semanas.

Porém, pelo menos por enquanto, as indústrias voltadas exclusivamente para o mercado interno operam de maneira tímida no mercado de boiada gorda, ainda preocupadas com a dificuldade de escoamento da proteína vermelha nas prateleiras dos supermercados e açougues.

Apesar da retração nos valores da arroba do macho observada na última semana, a impossibilidade de repasses dos custos da matéria-prima (boiada gorda) ao varejo, em função do baixo poder aquisitivo da população, ainda desestimula os negócios envolvendo animais terminados, ressalta a IHS.

No mercado futuro, os contratos do boi negociados na B3 registraram movimentos mistos na última terça-feira, 31 de agosto.

Tais variações, dizem os analistas da IHS Markit, refletem a incerteza dos agentes do mercado em relação ao comportamento do setor durante o período de pico da entressafra de boiadas terminadas, nos meses finais do ano.

Enquanto os contratos para outubro/21 registraram leve recuo diário de R$ 0,45, para R$ 310,55, o vencimento para novembro/21 teve forte variação positiva de R$ 4,70, chegando a R$318,25/@.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis nesta quarta-feira.

A chegada da primeira quinzena do mês, período marcado pelo pagamento dos salários aos trabalhadores, renova o otimismo do setor em relação ao volume de vendas da carne no atacado, enfatiza a IHS.

Porém, até o momento as ofertas no atacado seguem superiores ao volume demandado, trazendo instabilidade aos preços dos cortes bovinos, acrescenta a consultoria.

Cotações máximas desta terça-feira, 1 de setembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 313/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

Fonte: Portal DBO

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