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Manifestação em Campo Grande a favor da transparência do registro do voto das eleições

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O registro digital do voto hoje, ou arquivo de votos, foi criado em 2003 em substituição ao voto impresso, o que possibilitou a recuperação dos votos para recontagem eletrônica a qualquer tempo, além de acrescentar segurança e transparência ao processo eleitoral, mas o programa não consegue ser fiscalizado devido a mais de 17 milhões de linhas, assim o voto não é direto e sim intermediado pelo programa (urna) tendo a votação indireta, a manifestação pleiteia o princípio da publicidade um dos princípios da Administração Pública e tem como finalidade mostrar que o Poder Público deve agir com a maior transparência possível, para que a população tenha o conhecimento de todas as suas atuações e decisões, uma garantia de que o programa seja transparente.

“Pleiteamos o registro físico do voto porque o serviço eleitoral não registra o voto fisicamente, então não sabemos que eles contaram realmente para aquele candidato que apareceu na máscara da urna, um programa obviamente inteligente, não auditável, impossível auditar o voto, nós queremos que ele seja registrado com fim de que contemos e tenhamos certeza do resultado das urnas, precisamos de transparência o suficiente para termos a certeza do resultado das urnas”, afirma Mirian Gimenez, uma das manifestantes presente.

Em 2008, o Procurador de Matogrosso do Sul, Felipe Marcelo Gimenez, representante da Associação Pátria Brasil, reforça o grupo de defensores do voto impresso. Isso ao compreender ser ato administrativo a contagem dos votos, portanto sujeito ao princípio da publicidade.

Para o procurador estadual as urnas eletrônicas não são capazes de respeitar a privacidade do eleitor e o princípio da publicidade, ao somar as escolhas por um candidato. Esse detalhe seria a explicação para Japão e Estados Unidos, por exemplo, não utilizarem a tecnologia.

“A preocupação não é com o total dos votos, mas com cada voto. O processo de identificar e atribuir o BU [Boletim de Urna] não informa, daí a necessidade de dar corpo a manifestação de vontade para que se possa fiscalizar se foi respeitada”, completou Felipe Marcelo.

Fonte: por Bárbara Viana

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