Atuação de Eduardo Bolsonaro em favor de tarifaço é reprovada pela maioria em MS

A atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março deste ano, articulando com a gestão de Donald Trump a punição do Brasil com tarifas de até 50% como retaliação ao julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pai dele, Jair Bolsonaro, é amplamente reprovada em Mato Grosso do Sul. É o que indica pesquisa exclusiva feita pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) sob encomenda do Correio do Estado.

No levantamento 74,52% da população de Mato Grosso do Sul com idade eleitoral (acima de 16 anos) não concorda com a atitude de Eduardo Bolsonaro de incentivar os Estados Unidos a impor tarifas contra o Brasil.

Somente 18,33% da população concorda com a atuação do deputado federal pelo PL de São Paulo e filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Os que não sabem ou não quiseram opinar representam 7,14% do público entrevistado na pesquisa. 

Quando a mesma pergunta é extratificada por gênero, homens e mulheres reprovam de forma parecida, sendo que o público feminino tem uma ligeira vantagem entre os que reprovam a atitude do filho de Jair Bolsonaro. 

Entre as mulheres, 75,33% não concordam com os atos do deputado federal por São Paulo, que é líder da minoria na Câmara dos Deputados graças a uma manobra do PL para salvar o mandato dele, que deixou o Brasil em março, mediante licença, e está faltando às sessões desde o mês passado.

Já entre os homens, os que não concordam com a atuação de Eduardo Bolsonaro, em seu autoexílio nos EUA, são 73,58%. 

Entre as mulheres, 18,94% concordam com Eduardo Bolsonaro, e entre os homens, 17,62%. Entre os homens, 8,81% não sabem ou não opinaram, e entre as mulheres 5,73%.

IDADE
Os jovens são os que mais reprovam Eduardo Bolsonaro e sua busca por sanções ao Brasil a partir dos Estados Unidos. Os que têm entre 16 anos e 24 anos tem um total de 81,63% contra a ação do parlamentar, os que concordam são 12,24% e os que não sabem, 6,12%. O deputado federal tem alta reprovação entre os de 25 anos a 34 anos e 56 anos a 69 anos.

Nos grupos 35-44 anos e 45-55 anos Eduardo Bolsonaro tem menor reprovação (70,45% e 68,67%, respectivamente) e maior aceitação (25% e 25,30%, respectivamente). 

AS TARIFAS
O governo norte-americano impôs ao Brasil uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, uma sobreposição à alíquota inicial de 10% definida em abril, acrescida de uma sobretaxa de 40%.

Apesar do anúncio feito em julho por Donald Trump, e comemorado por Eduardo Bolsonaro – que reivindicou parte de seu trabalho nos EUA em favor da punição – nem todos os produtos foram alvo da cobrança plena: cerca de 694 itens – que correspondem a 43-44% das exportações brasileiras para os EUA em 2024 – continuam sujeitos somente à alíquota de 10%. 

Entre os ítens que escaparam da tarifação, em um primeiro momento, estavam o suco de laranja e aviões, por exemplo. Neste mês de setembro, o governo de Donald Trump recuou mais uma vez, excluindo produtos como café e cacau. 

Produtos importantes para Mato Grosso do Sul, como a carne bovina, continuam tarifados em 50%, e o Estado tem buscado mercados alternativos. Os impactos na balança comercial para MS foram minimizados. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 20 de setembro deste ano. Foram entrevistadas 420 pessoas em 10 cidades. A margem de erro é de 4,8 pontos percentuais para cima ou para baixo. O índice de confiança é de 95%.

Fonte:CE

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