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Gasolina sobe R$ 0,65 em dois meses e terá mais um reajuste nos próximos dias

Conforme pesquisa da reportagem, no dia 8 de janeiro, o preço médio do litro da gasolina comum era de R$ 4,66 – variando entre R$ 4,59 e R$ 4,79.

Já no fim da semana passada, os mesmos postos de combustíveis foram visitados e o custo médio do litro da gasolina foi de R$ 5,31 – variando entre R$ 5,19 e R$ 5,49.

Ainda de acordo com a pesquisa da reportagem, o diesel comum variava entre R$ 3,65 e R$ 3,83, média de R$ 3,72 por litro, no início do ano.

Já na semana passada, o litro do diesel variou entre R$ 4,19 e R$ 4,28 – média de R$ 4,23 –, aumento de R$ 0,51 ou 13,70% no valor médio.

A partir de hoje, os combustíveis fósseis sofrerão um novo reajuste.

A Petrobras informou o quinto aumento no ano para o litro da gasolina, que ficará R$ 0,12 mais cara nas refinarias, subindo para R$ 2,60 o litro, alta de 4,8% em relação ao preço anterior.

Já o diesel terá o quarto reajuste neste ano, aumento de 5% ou R$ 0,13 por litro, que sobe para R$ 2,71.

Com reajuste de 5,2%, o gás de cozinha passa a custar, nas refinarias, R$ 39,69 o botijão de 13 quilos.

De acordo com o diretor do Sinpetro-MS, ainda não dá para estipular o impacto ao consumidor final.

“Não temos como informar nada nesse momento, acreditamos que nesta semana o mercado se ajustará. Até porque cada revendedor tem liberdade de preços, ou seja, o mercado é livre”, destacou Edson Lazaroto.

Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 41,6% nas refinarias da Petrobras neste ano, e o diesel, de 33,9%. O gás de cozinha já está 17,1% mais caro em 2021.

No ano passado, os preços praticados nas refinarias atingiram o menor valor já registrado. A gasolina foi a R$ 0,91 e o diesel a R$ 1,14 em abril de 2020.

MEDIDAS

Para tentar conter os novos aumentos em Mato Grosso do Sul, a gestão estadual firmou acordo com o Sinpetro-MS na semana passada.

Com objetivo de frear novos reajustes, o governo do Estado “congelou” a pauta fiscal dos combustíveis.

A pauta fiscal é o preço médio ponderado, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que serve como referência para a base de cálculo da cobrança do ICMS sobre os combustíveis.

Hoje o imposto estadual representa 30% do preço da gasolina, 20% do preço do etanol e 12% do preço do diesel.

A articulação foi firmada entre a gestão estadual e o Sinpetro-MS e deve garantir economia de R$ 0,15 no preço da gasolina.

O diretor-executivo do Sinpetro-MS explica que, caso os postos de combustíveis fossem equiparar os valores vendidos ao consumidor com a pauta, o preço da gasolina seria de, em média, R$ 5,50.

“Isso [a mudança da pauta fiscal] acarretaria um aumento de R$ 0,15 no imposto, e isso não será repassado [para o consumidor] porque o governo decidiu congelar. Então agradecemos a pronta intervenção do governo do Estado em nos apoiar nesse sentido e isso reverterá, com certeza, no bolso do consumidor”, afirmou Lazaroto.

PROJETO DE LEI

Outra medida para conter os preços é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 16/21, do Poder Executivo, que unifica em todo o País as alíquotas do ICMS incidentes sobre combustíveis.

A lista inclui gasolina, diesel, biodiesel, etanol e gás natural e de cozinha, além de vários outros derivados de petróleo.

A proposta em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que a cobrança será no local de consumo final.

As alíquotas poderão variar conforme o produto e serão definidas depois pelo Confaz, que reúne os secretários da Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

Fonte:CE

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