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Projeto da ‘Nova Ferroeste’ deve ir a leilão na bolsa sem previsão de terminal em Dourados

Após mais de uma década de discussões políticas, a “Nova Ferroeste” pode enfim sair do papel com o leilão do projeto na Bolsa de Valores (B3). No entanto, as mais recentes discussões sobre esse traçado ferroviário para ligar Mato Grosso do Sul ao Paraná e facilitar o escoamento da produção agrícola via Porto de Paranaguá não mencionam terminal de cargas em Dourados.

Na primeira semana de fevereiro, representantes dos dois governos estaduais acompanharam apresentações prévias dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) e do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

Parcerias de Investimentos
As empresas responsáveis por esses trabalhos devem concluí-los entre setembro e novembro deste ano. São previstos 1.285 quilômetros de trilhos, um ramal ferroviário entre Foz do Iguaçu e Cascavel, no Paraná, e nove terminais de carga entre os territórios sul-mato-grossense e paranaense.

“O projeto da Nova Ferroeste tem importância estratégica para o País e foi qualificado como prioritário no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal. A inclusão garante celeridade na articulação com as entidades intervenientes, aquelas que acabam envolvidas nos processos de licenciamento, como o Ibama, a Funai, o ICMBio e Incra”, detalha publicação no site institucional da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.

Terminais de carga
Ela informa ainda que “os terminais de carga estão previstos para serem instalados em Maracaju e Amambai, no Mato Grosso do Sul e, no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Balsa Nova, Curitiba e no Porto de Paranaguá”.

Ainda conforme a publicação, nesse mesmo encontro o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, ponderou que a “Nova Ferroeste” vai contribuir fundamentalmente com o escoamento da produção agrícola estadual.

Expansão agrícola
“A área de influência da ferrovia, na região Sul do Mato Grosso do Sul, concentra 70% da produção agrícola do Estado. O ramal também vai absorver um fluxo maior no futuro, porque temos uma grande capacidade de expansão da área plantada”, pontuou. “A Nova Ferroeste é um projeto logístico estratégico não só para os dois estados, como para o Brasil e os países vizinhos, que vai ampliar a competitividade e o desenvolvimento socioambiental das regiões impactadas”, prosseguiu.

De acordo com a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Maracaju, onde deve ser instalado um dos terminais de carga da “Nova Ferroeste”, é o maior produtor agrícola do Estado. Em 2020, produziu 1,2 milhão de toneladas de soja e 1,6 milhão de toneladas de milho segunda safra.

Porta de saída
Segundo a entidade, o Porto de Paranaguá foi a principal porta de saída da soja e do milho produzidos pelo agronegócio sul-mato-grossense ao longo de 2020.

No caso do grão, que no ano passado teve 4,7 milhões de toneladas exportadas e garantiu US$ 1,6 bilhão em receitas, o volume escoado pelo porto paranaense atingiu 2,1 milhões de toneladas, com faturamento de US$ 715,9 milhões. A segunda principal porta de saída da oleaginosa foi o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, por onde saíram 1,3 milhão de toneladas por US$ 442,1 milhões.

Quanto ao cereal, que em 2020 garantiu US$ 320,8 milhões ao agronegócio sul-mato-grossense pela exportação de 1,8 milhão de toneladas, somente pelo Porto de Paranaguá foram obtidos US$ 135,3 milhões e escoados 789,4 mil toneladas. O Porto de Santos representou US$ 88,8 milhões de faturamento e embargou 506,8 mil toneladas.

Fonte: DN

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