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Mesmo sem o tradicional Réveillon em Copacabana, deve aumentar a procura pela cidade do Rio de Janeiro

O anúncio de que Copacabana não será palco da tradicional festa da virada de 2020 para 2021 já causa efeitos no setor de aluguel por temporada. Para evitar aglomerações, a praia de Copacabana não terá público e os shows vão ser espalhados por palcos na cidade, com transmissão pela internet. A adaptação da festa por causa da pandemia fez a procura por imóveis para o Réveillon na cidade do Rio de Janeiro cair 15% em relação ao ano passado.

É o que aponta um levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 1ª Região/Rio de Janeiro, feito a pedido da CNN. No início de novembro, a taxa de ocupação dos imóveis de temporada costuma girar em torno de 80% na capital fluminense. No entanto, esse ano, a taxa ainda era de 50% no mesmo período. Os imóveis na Zona Sul foram os mais afetados pelas mudanças no Réveillon. O bairro de Copacabana, tradicionalmente o mais procurador pelos turistas, foi o que registrou uma das maiores quedas por causa da ausência de fogos, segundo o Creci-RJ.

Mas o setor está otimista de que a ocupação vai crescer com a aproximação do dia 31.

“Com certeza brasileiros que no fim do ano viajam pro EUA e Europa ficarão no Brasil. Com isso iremos atrair esse turista. Câmbio também está desfavorável e tudo isso vai superar essa fase. Nós já estamos com 50% da reserva pra apartamento e pra hotel. Mas vamos a curto prazo atingir 80%, como foi ano passado, com expectativa de superar”, afirmou o diretor do Creci-RJ, Laudimiro Cavalcanti.

A baixa procura e a estabilidade na oferta ainda impactou diretamente o preço das diárias, que sofreu redução de até 20% na capital fluminense. O perfil de turistas que optam por alugar um imóvel para passar o ano novo no Rio são brasileiros do Sul do país e de outros estados do Sudeste. A procura é maior por imóveis de três quartos, já que as famílias estão como principal público que procura os imóveis de temporada para passar o réveillon na cidade do Rio de Janeiro.

Em Copacabana, a diária em um apartamento de três quartos varia de R$ 500 a R$ 900. Em Ipanema, um imóvel desse tipo não sai por menos de R$ 800.

Em tempos de pandemia e de busca por maior isolamento e privacidade, outras regiões do estado passaram a ser mais procuradas por turistas que querem alugar uma casa na virada de ano. As cidades de Angra dos Reis, na Costa Verde, Búzios, na Região dos Lagos, e Petrópolis (Itaipava e Araras), na Região Serrana, já alcançaram quase 100% da ocupação dos imóveis de temporada.

Mesmo sem praia para oferecer um réveillon com pé na areia, Itaipava e Araras – bairros de Petrópolis, na Região Serrana – tiveram uma procura três vezes maior que em um período normal, sem pandemia. Com a alta de interessados, alguns preços dobraram. Isso porque desde o início da pandemia, em março, a região tem sido bastante procurada para locação por períodos de 1 a 3 meses. Com a chegada do fim do ano, muitos imóveis já estão alugados ou estão sendo usados pelos próprios donos, que também têm dado preferência a fechar pacotes mais longos que aqueles exclusivos para o réveillon.

Em Búzios, balneário já bastante procurado em feriados e festas de fim de ano, o interesse está 20% maior. Mesmo sem alterações na oferta de imóveis, as diárias aumentaram cerca de 10% em relação ao ano passado.

Em Angra dos Reis, a procura aumentou 60% esse ano. Já a oferta de imóveis caiu 30% pois muitos proprietários que antes alugavam os imóveis para o período de fim estão utilizando as unidades para passar a quarentena. Os valores médios de diárias estão até 30% mais caros. Mesmo com a alta, os imóveis mais buscados são de médio e alto luxo e já registram quase 100% da ocupação. Alguns imóveis de alto luxo foram alugados com até 7 meses de antecedência para a data.

Fonte: CNN

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