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Prefeito de cidade de MS que cortou o próprio salário na pandemia, agora quer o dinheiro de volta

Um decreto assinado pelo prefeito de Rio Brilhante, Donato Lopes da Silva (PSDB) chamou a atenção dos moradores e está causando polêmica nas redes sociais do município. A medida determina que os descontos do seu próprio salário e também de secretários e assessores que seriam usados no combate à pandemia do coronavírus sejam devolvidos.

Na época, Donato reduziu em 50% os subsídios dos cargos de prefeito, vice-prefeito e 20% dos salários dos funcionários e servidores comissionados DAS-1, DAS-2, DAS-3, CAI-1 e CAS – 1. Só foram poupados os que estavam lotados na área de Saúde.

“Fica autorizado ao Recursos Humanos a devolução dos valores descontados nos meses de abril/2020. Maio/2020 e junho/2020 a serem devolvidos na competência de julho/2020”, diz o artigo primeiro do Decreto 28.656 assinado pelo prefeito.

Com isso, o prefeito disse na época, que que valor economizado no período de três meses, R$ 256,2 mil , seria depositado na conta do Fundo Municipal de Saúde para pagar despesas com as ações de saúde. “Vamos enfrentar momentos difíceis por conta da pandemia do novo coronavírus e precisamos também fazer gestos de economia”, afirmou Donato.

Os cortes nos salários de Donato e dos seu auxiliares foram alardeados e considerados à época como um gesto nobre de combate à pandemia do coronavírus. Entretanto, segundo um morador da cidade “não passou de demagogia, na medida em que determina que os descontos sejam devolvidos”.

“Muito cômico ver certas coisas…Primeiro o prefeito divulga aos quatro cantos da cidade dizendo que reduziu o salário dos servidores comissionados/cargos de confiança da prefeitura e agora edita um decreto mandando devolver tudo o que foi descontado.Só em Rio Brilhante mesmo, se doou ou está doado, ou não?”, criticou seu antecessor, Sidney Foroni, em publicação na página do Facebook.

Fonte: MM

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