EUA decidem adiar tarifas sobre alguns produtos da China
2019-08-13 14:52:42
 O governo dos Estados Unidos vai adiar a aplicação de tarifas de 10% sobre alguns produtos chineses,,que deveria entrar em vigor no próximo mês, para 15 de dezembro, disse o gabinete do representante de Comércio dos EUA nesta terça-feira.

A lista de produtos com a taxação adiada inclui laptops, celulares, “computadores, consoles de videogames, certos brinquedos, monitores de computadores e alguns itens de vestuário e calçados”, disse a representação de Comércio em comunicado.

Um grupo separado de produtos também será excluído, “com base em saúde, segurança, segurança nacional e outros fatores”, completou.

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, teve um telefonema com autoridades comerciais dos Estados Unidos, disse o Ministério do Comércio chinês em comunicado nesta terça-feira. Não há informações, no entanto, que relacionem o telefonema com o adiamento das tarifas.

Liu conversou com o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta terça-feira, segundo o comunicado.

A China apresentou uma representação solene sobre outra proposta dos EUA de elevar as tarifas sobre produtos chineses a partir de 1º de setembro, completou o comunicado. Autoridades dos EUA e da China concordaram em conversar de novo por telefone dentro de duas semanas.

Tensão renovada
Os dois países tiveram um pico de tensão no início de agosto, depois que Trump anunciou uma nova rodada de tarifas punitivas sobre os produtos chineses, apesar de uma trégua com o presidente Xi Jinping.

A China, por sua vez, permitiu que sua moeda, o iuan, se enfraquecesse além do nível de 7 iuanes por dólar pela primeira vez em mais de uma década. Mais tarde, o governo chinês disse que deixaria de comprar produtos agrícolas dos EUA, inflamando ainda mais a uma guerra comercial com os Estados Unidos.

Os americanos, então, denunciaram oficialmente os chineses por manipular o iuane, e acusaram Pequim de enfraquecer sua moeda deliberadamente, em meio à escalada comercial entre as maiores economias mundiais.

Na última sexta-feira (9), Trump havia dito que não estava pronto para finalizar um acordo comercial com Pequim, e apontou que podia cancelar as reuniões marcadas para setembro, em um novo ataque.

Risco de recessão global
Embora o custo direto das últimas tarifas anunciadas por Trump contra a China seja provavelmente pequeno, é a incerteza criada por uma nova escalada da guerra comercial que poderia pesar sobre investimentos, contratações e, por fim, consumo. 

Essa realidade alerta economistas para os riscos de uma recessão global.

A estratégia que tem sido adotada por diversos bancos centrais, de reduzir suas taxas de juros, pode servir de proteção contra uma desaceleração maior das economias.

Mesmo assim, o movimento de afrouxamento monetário — seguido inclusive pelos EUA, que cortaram a taxa de juros pela primeira vez em em dez anos — pode não ser o suficiente para conter os efeitos no comércio.
Fonte: Exame
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