No setor químico, estas são 4 melhores empresas para trabalhar no Brasil
2019-03-15 15:37:13
No ano passado, a multinacional do setor químico Basf, sediada em São Paulo, contratou a primeira funcionária trans, Amanda, que tem o nome social usado no crachá, no e-mail corporativo e nos comunicados internos. A iniciativa é reflexo de uma série de ações da companhia para aumentar a contratação e a inclusão de públicos diversos. Um exemplo é a organização de grupos de afinidade, abertos a qualquer interessado, para debater iniciativas que promovam oportunidades igualitárias para todos os perfis. É o caso do Women in Business, que discute gênero; do Be Yourself at Basf, que aborda demandas da população LGBT+; e do Black Inclusion Group, voltado para as questões étnico-raciais. Existe também a comunidade dedicada às necessidades de pessoas com deficiência. Além de orientar os gestores sobre a importância de ter equipes mais plurais, a Basf passou a trabalhar, nos últimos anos, com metas de diversidade, fazendo o acompanhamento dos indicadores internos relacionados ao tema. Duas delas são aumentar de 31% para 35% a porcentagem de mulheres em cargos de liderança até 2021, e de 20% para 22% a presença de negros nessas posições no mesmo período. | basf.com | Visita: Marcia Kedouk, em São Paulo (SP)

Canal de comunicação exclusivo, reuniões mais frequentes entre os gestores, encontros periódicos de funcionários com a liderança para o esclarecimento de qualquer dúvida, evento reunindo todo o departamento comercial. Essas foram algumas das ações promovidas pela Dow, companhia americana, para informar os detalhes sobre a fusão da empresa com a DuPont, outra gigante do setor químico, em uma operação bilionária, concluída em setembro de 2017, que deu origem à holding DowDuPont. “Os líderes comunicavam cada passo”, diz um empregado do grupo operacional. “Nem que fosse para dizer que algo ainda não tinha sido definido.” A transparência nas relações é um dos pontos positivos destacados pelos times. Eles sentem que há liberdade para expressar o que pensam e autonomia para participar das decisões. Essa percepção é reforçada pela existência de vários comitês internos abertos a não gestores que debatem assuntos estratégicos, como participação nos lucros e resultados, saúde e qualidade de vida, administração de crise, cidadania corporativa e, o mais recente, experiência do funcionário, focado em desenvolver ações que inspirem, retenham e melhorem o bem-estar de quem trabalha ali. | br.dow.‌com | Visita: Marcia Kedouk, em  São Paulo (SP)

A compra da Monsanto foi concluída em junho de 2018, dois anos após seu anúncio pelo grupo farmacêutico e agroquímico alemão. Como parte das tratativas da aquisição, no valor de 63  bilhões de dólares, a Bayer vendeu o segmento de sementes e herbicidas para a Basf. Para tranquilizar os empregados em meio a tantas mudanças, transparência é a palavra-chave. Além de disparar uma série de e-mails informativos internos, a companhia criou um comitê especial para tirar dúvidas sobre a integração entre as duas empresas. Diversidade é outra pauta importante. Para debater ações que possam ser implementadas, a Bayer organiza fóruns com membros do RH, da comunicação, da presidência e de profissionais negros ou LGBT+. Os grupos BayAfro e Blend, liderados por funcionários que se identificam com o tema, promovem discussões sobre melhorias no ambiente de trabalho. Uma parceria com a consultoria de recrutamentos EmpregueAfro, focada na diversidade étnico-racial, conseguiu que 53% dos candidatos ao programa de estágio fossem negros. Theo van der Loo, que deixou a presidência da Bayer no Brasil em setembro de 2018 para se aposentar, era considerado carismático, inspirador e defensor da diversidade. | bayer.com.br | Visita: Renata Costa, em São Paulo (SP)

Fonte: Exame
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