Com diretor da Aneel, autoridades vão analisar conta de energia em MS
2019-03-14 09:22:39
Com a participação do diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, representantes de vários segmentos vão discutir a conta de energia em Mato Grosso do Sul. A intenção é avaliar as razões do aumento da conta nos meses de dezembro e janeiro, que geraram várias reclamações.

O evento vai ocorrer na Escola de Construção do Senai, a partir das 9h, em Campo Grande. Na mesa de debates estará o presidente da Assembleia, o deputado Paulo Corrêa (PSDB), assim como Sérgio Longen, presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) e Maurício Saito, presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS).

Também foram convidados Marcelo Monteiro, presidente da Energisa, empresa responsável pelo serviço no Estado, assim como Valter Almeida, diretor e Gás e Energia da Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos), assim como representantes da sociedade civil, como Mansour Karmouche (OAB-MS) e Edison Araújo (Fecomércio).

Desde o começo do debate sobre o aumento da conta de energia, tanto os deputados estaduais, como os vereadores da Capital, esbarravam na composição dos valores da tarifa, que além dos impostos, tem vários requisitos para formar o valor final. Para sanar estas dúvidas, sentiu-se a necessidade de conversar com representante da Aneel, para que a questão seja debatida.

Contas - A expectativa das autoridades é “analisar as contas”, com o apoio da Aneel, para saber se houve irregularidades nas cobranças feitas no começo do mês.

“Vamos discutir tecnicamente essa cobrança, pois o sistema tarifário de cobrança é até difícil de entender. São 139 itens que compõem o cálculo da cobrança”, ponderou Corrêa.

A Energisa alega que os valores elevados se devem ao período de calor intenso, que fez com que as pessoas consumissem mais energia nas residências. Sobre as reclamações, a empresa disse que analisar de forma individual cada caso.

Os vereadores e deputados receberam denúncias que locais ficaram fechados no final do ano, devido ao recesso, e mesmo assim tiveram contas mais caras, em relação ao restante do ano. Já foram realizadas audiências sobre o tema na Assembleia e Câmara Municipal.
Fonte: CGN
Comentrios.
Deixe um comentrio.