Nas alegações finais, primeiras sentenças da Lama Asfáltica devem sair nos próximos dias
2019-02-11 09:50:28
Nas alegações finais da ação penal, as primeiras sentenças da Operação Lama Asfáltica devem ser disponibilizadas nos próximos dias pela Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, quase quatro anos após a deflagração da primeira fase da operação, em julho de 2015.

Ações são movidas pelo MPF (Ministério Público Federal) por crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores contra o ex-secretário estadual de Obras e secretário especial do Ministério dos Transportes Edson Giroto, Flávio Garcia Scrocchio e Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto e pelo MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

Nesta fase do processo, após a manifestação do MPF, o responsável pelos julgamentos dos casos na Justiça Federal de MS, o juiz Bruno Cézar da Cunha Teixeira, não é obrigado a seguir um prazo para dar sua sentença.
Apresentada força-tarefa do Ministério estadual, a ação tramita sob sigilo na 1ª Vara Criminal de Campo Grande, mas as oitivas das testemunhas foram realizadas entre novembro e dezembro de 2018, ou seja, com processo mais próximo também de uma sentença. Neste processo, são réus o servidor público Donizeti Rodrigues da Silveira, Edson Giroto, Elza Cristina Araújo dos Santos, Éolo Ferrari, João Afif Jorge, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Maria Wilma Casanova Rosa, Rômulo Tadeu Menossi e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.

O MPF fez dez denúncias sobre o caso, sendo que nove já foram aceitas pelo juiz. Dessas, três estão suspensas porque a defesa alega não ter acesso integral ao inquérito sobre a coleta de lixo em Campo Grande, que deu origem aos processos. Giroto, a esposa e o cunhado estão presos há nove meses por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Operação Lama Asfáltica
A Operação Lama Asfáltica conta com seis fases deflagradas pela Polícia Federal e teve início em investigações que levaram a suposto esquema de corrupção envolvendo a administração do executivo estadual e empreiteiras para superfaturamento de obras de manutenção de estradas estaduais e asfalto de rodovias.

A operação descobriu que o dinheiro lavado pelos réus seria empregado na compra de fazendas e que empreiteiras chegaram a locar equipamentos inexistentes para o governo estadual.

Contratos milionários de tecnologia da administração pública também são alvo da investigação. Na última fase da operação, a Polícia Federal apurou que dinheiro estaria sendo encaminhado para fora do Brasil, para o Paraguai, em esquemas de lavagem.
Fonte: MM
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