Bandido preso em hospital de MG estaria ligado a assalto a banco no interior de MS
2018-11-09 11:00:06

Um assalto a uma agência bancária na cidade de Frutal, em Minas Gerais, nesta quinta-feira (8) com a morte de dois bandidos e de uma comerciante, feita de refém, teria ligação com o assalto as agências bancárias de Chapadão do Sul, que aconteceu durante a madrugada de quarta-feira (7).

Na quarta (7) duas agências bancárias na cidade foram explodidas por pelo menos 18 integrantes de uma quadrilha, que aterrorizaram a cidade com tiros de fuzil, que podiam ser vistos do céu. O montante total levado não foi revelado, mas informações são de que menos de R$ 500 mil teriam sido levados de uma das agências.

Em Frutal (MG), uma agência do Banco do Brasil foi alvo dos ladrões armados com submetralhadoras, fuzis, escopetas e pistolas. Vidros das vitrines de lojas próximas foram estilhaçados pelos tiros. Claudinéia Aparecida, de 42 anos, morreu ao ser ferida a tiros, quando foi feita de refém. Segundo informações passadas pelo Coronel Lupércio Peres Dalvas do 5 º Regimento da Polícia Militar do Estado, ao Jornal Estado de Minas, um dos ladrões foi ferido a tiros e socorrido para um hospital.

A polícia acredita que ele possa ser um dos integrantes da quadrilha que explodiu as agências bancárias, em Chapadão do Sul, na última quarta-feira (7). O bandido negou fazer parte da quadrilha, e disse que estava na região para comprar porcos, mas já tinha passagens por assalto a bancos. Dois bandidos morreram na troca de tiros e uma adolescente foi ferida na perna, levada para o hospital e passa bem.

 

Novo Cangaço

Ação dos bandidos que explodiram duas agências bancárias de Chapadão do Sul durante a madrugada do dia 7 deste mês é considerada por agentes da polícia como práticas de grupo denominado ‘o novo cangaço’. Característicos no modo de agir, o bando é conhecido por ter armamento pesado e estudar detalhadamente a logística de suas ações.

O termo Novo Cangaço faz uma referência ao bando de Lampião, que aterrorizava o Nordeste e saqueava cidades no século 18. Segundo o delegado Fábio Peró, a diferença entre as ações é que, ao contrário dos criminosos que agiam no Nordeste, a quadrilha atira para o alto e não chega a fazer reféns. Com grande número de integrantes, o bando fecha a entrada e saída da cidade e atira para o alto para impedir a ação da polícia enquanto o restante da quadrilha saqueia comércios. No caso de Chapadão do Sul, quatro comércios foram alvos dos bandidos.

O assalto

As agências bancárias ficam 250 metros de distância uma da outra e a primeira a ser a arrombada foi a do Banco do Brasil, em seguida a da Caixa Econômica Federal. Os bandidos ainda fecharam uma saída da cidade.

Parte da quadrilha foi para frente do quartel da Polícia Militar e outra parte para o prédio da Policia Civil. Eles efetuaram disparos contra os prédios para impedir que os policiais saíssem do local. Os valores levados pelos bandidos não foram revelados. Mas, informações são de que os caixas estavam cheios, já que nesta quarta (7) seria pagamento de quem trabalha em usinas e fazendas próximas.


Fonte: MM
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