MS perde posição no ranking, mas fica entre os Estados mais competitivos
2018-09-14 12:12:08

Depois de ser considerado o 5º unidade da federação mais competitiva do país, Mato Grosso do Sul perdeu posições no ranking, mas permanece no “top 10”. Com no nota 58, o Estado ficou em 7º lugar na avaliação anual feita pela ONG (Organização Não Governamental) CLP (Centro de Liderança Pública).

Em 2016 e 2017, Mato Grosso do Sul teve notas maiores – 65,1 e 62,7 respectivamente. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (14).

Em sua sétima edição, o ranking de competitividade, elaborado pela organização em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence, avalia dez quesitos de gestão pública: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social.

A análise resulta em notas que variam de 0 a 100 para as unidades da federação. A pesquisa mede a capacidade competitiva dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.

MS perde posição no ranking, mas fica entre os Estados mais competitivos

Violência – Apesar da guerra entre facções na fronteira, que só fez aumentar a quantidade de assassinatos violentos e roubos nas 79 cidades sul-mato-grossenses, um dos quesitos que mantém Mato Grosso do Sul com bom desempenho no ranking é a nota de segurança pública.
Em 2018, os melhores índices do Estado foram nas áreas da segurança – o Estado ficou em 4º lugar, com 85,1 pontos – potencial de mercado (nota 46,7 e 9ª posição) e infraestrutura (nota 50 e 9º lugar).

A pesquisa aponta que estados brasileiros estão perdendo competividade por causa da violência. É o caso, por exemplo, do Acre, que perdeu oito posições no ranking nacional em decorrência da violência, e agora está na última colocação.

Na área de segurança pública, passou de 5º colocado (em 2015) para 20º (em 2018). A explicação é justamente a disputa de organizações criminosas pelo controle da fronteira, por entram drogas e armas.

De acordo com o estudo, desde 2016, “a disputa pelo controle de fronteiras do tráfico de drogas na região, levou a um enorme aumento da violência, de 2015 para 2016, o número de homicídios subiu 86%. Só no Acre, são 1,4 mil quilômetros de fronteiras com a Bolívia e o Peru, os maiores produtores de cocaína do mundo”.

Meio ambiente - O pior desempenho de Mato Grosso do Sul é em sustentabilidade ambiental, quesito avaliado com 50,9 pontos e que coloca o Estado na 17ª posição dentre as unidades da federação.

Fonte: CGN
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