PF faz ação contra desvios de verba em fundações de apoio da UFSC
2017-12-07 08:36:29

Foi deflagrada nesta quinta-feira (7) a Operao Torre de Marfim, pela Polcia Federal, Controladoria-Geral da Unio (CGU) e Tribunal de Contas da Unio (TCU). So investigados desvios de verba por Fundaes de Apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e um grupo de servidores. Esta investigao no relacionada Operao Ouvidos Mouco.

A UFSC ainda no se pronunciou sobre a operao.

So cumpridos 14 mandados de busca e apreenso e seis mandados de conduo coercitiva em Florianpolis e Balnerio Cambori.

A operao investiga a prtica de fraudes em licitao na contratao de empresas fantasmas ou de parentes de gestores, supostos desvios de recursos e enriquecimento ilcito.

"Dois dos servidores investigados teriam movimentado cerca de R$ 300 milhes em contratos na coordenao de projetos e convnios entre os anos de 2010 a 2017", informou a PF.

Os suspeitos podem responder por crime licitatrio, peculato, lavagem de dinheiro e atos de improbidade administrativa.

"A UFSC, segundo informaes da CGU, a entidade recordista em recomendaes para correo de irregularidades [na administrao de recursos educacionais com verbas federais] em Santa Catarina, com cerca de 120 recomendaes, quase o dobro do segundo colocado", disse a PF, em nota.

Investigaes

As investigaes comearam em 2014 depois de uma comunicao feita pelo gabinete da Reitoria da UFSC.

"Instruda com nota tcnica e relatrios elaborados pela CGU, o documento analisava aparentes irregularidades em projetos de pesquisa desenvolvidos com uso verbas pblicas federais firmados em 2003 e 2004", informou a PF.

A Polcia Federal afirma que foram encontrados indcios de contrataes de servios sem licitao prvia, pagamentos realizados a empresas pertencentes a gestores de projetos, que estariam vinculadas a servidores da UFSC ou das Fundaes de Apoio e pagamentos efetuados a empresas fantasmas.

"Entre 2010 e 2017 foram identificadas diversas irregularidades quanto execuo oramentria apontando para o desvio de verbas pblicas e para a prtica de outros crimes licitatrios. Tambm chamou ateno dos investigadores um contrato questionado pelo TCU, onde um servidor aposentado da universidade, que tambm foi gestor do projeto, teve sua prpria empresa contratada por cerca de R$ 20 milhes, sem licitao", de acordo com a PF.

Fonte: G1
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