Movimento de mulheres que denunciaram o assédio é escolhido 'personalidade de 2017' pela revista 'Time'
2017-12-06 16:21:28
O movimento das mulheres que denunciaram o assédio sexual, conhecido como #MeToo, foi escolhido "personalidade do ano 2017" pela revista norte-americana "Time". O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6).

O movimento social que tem o objetivo de aumentar a conscientização sobre o assédio sexual e estupro ganhou as redes sociais com #MeToo.

"Esta é a mudança social mais rápida que vimos em décadas, e começou com atos individuais de coragem por centenas de mulheres - e também alguns homens - que se apresentaram para contar suas próprias histórias", afirmou o editor-chefe da revista, Edward Felsenthal, "Today show", do canal NBC.

O presidente americano, Donald Trump, que foi eleito a personalidade de 2016 pela publicação, ficou em segundo lugar neste ano. O presidente chinês, Xi Jinping, ficou em terceiro. Em 2015, a chanceler alemã, Angela Merkel, havia sido homenageada pela revista.

A “Time”, que faz uma capa especial com a escolha todos os anos desde 1927, deu destaque para as equipes de saúde envolvidas no controle do surto de ebola na África, em 2014.

Frequentemente a publicação concede a honraria a uma entidade que não tem uma organização centralizada. Em 2011, o eleito foi o “manifestante” - em referência a diversos movimentos com pautas variadas, como os participantes da Primavera Árabe e os Indignados (Espanha) e Occupy (EUA).

Os lutadores húngaros da invasão soviética a Budapeste, o soldado americano e a classe média dos EUA já haviam sido eleitos pela revista nos anos 1950 e 60.

Trump também constava na lista de possíveis nomeados para a capa de 2017 divulgada pela revista. Os outros candidatos eram o líder chinês, Xi Jinping; o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman; o chefe da investigação dos laços da campanha de Trump com a Rússia, Robert Mueller; o jogador de futebol americano Colin Kaepernick, famosos por protestos contra o racismo; Kim Jon-un, ditador da Coreia do Norte; Patty Jenkins, diretora do filme "Mulher-Maravilha"; os "Sonhadores", crianças imigrantes que chegaram aos EUA com os pais e não têm documentos americanos; e Jeff Bezos, da Amazon.
Fonte: G1
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