Lummertz: o Brasil tem tudo para ser uma potência turística mas falta apoio e recursos
2017-08-25 10:30:14
O
presidente da Embratur, Vinícius Lummertz não tem dúvidas que o Brasil
apresenta todas as condições para se tornar uma potência turística
mundial. Ao mesmo tempo, reconhece que alcançar esse patamar é preciso
não apenas se criar um ambiente favorável de negócios, como também
avançar em questões pontuais.”A primeira delas é a aprovação pelo
Congresso da Embratur como agência de fomento e promoção pelo Congresso.
Nossa expectativa é que após as discussões de temas mais urgentes pelos
deputados e senadores possamos colocar em pauta essa questão o mais
breve possível”.

Quanto aos recursos para
investimentos da nova agência, Lummertz não tem dúvidas de que o
montante inicial não será o ideal, mas o suficiente para dar início a
implementação dos planos e projetos da nova agência. “Até mesmo o
projeto do deputado Otávio Leite, que prevê a criação de um fundo com
recursos proveniente da cobrança de 1% na compra de bilhetes aéreos
internacionais no Brasil não é descartável. A Argentina já adota esse
procedimento e arrecada US$ 70 milhões para investir no turismo”,
exemplifica. Segundo seus cálculos o valor a mais nos bilhetes ficaria
entre R$ 10 e R$ 15, “o que não é tanto assim”.

O
presidente da Embratur destaca que na comparação com outros países da
América Latina o Brasil precisa de recursos para se tornar mais
competitivo. “Nossos vizinhos na América Latina contam com uma média de
US$ 70 milhões para investimentos em campanhas sem falar o México que
investe mais de US$ 450 milhões. Nós já chegamos a ter US$ 111 milhões
em 2011, mas regredimos. É preciso reverter essa curva”.

Lummertz
acredita que a meta de atingir a marca de US$ 19 bilhões, contra os
atuais US$ 7 bilhões em receita com o turismo, bem como elevar o patamar
de 6,8 milhões de turistas para 12 milhões até 2022 ainda é possível.
“Mas para isso, é preciso ter a percepção do que se investe tem retorno
imediato, de que o Brasil é um país objeto de desejo do turismo mundial,
não é caro e nem mesmo inseguro, comparado a outros países da América
Latina. É preciso também que se aprove um conjunto de medidas como a
abertura do capital aéreo para as internacionais e a flexibilização do
visto para turistas norte-americanos”, adiantou.
Fonte: M&E
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