Professora é agredida por aluno de 15 anos em Santa Catarina
2017-08-22 10:59:47


A professora Marcia Friggi usou o Facebook para denunciar ter sido
agredida com socos por um aluno de 15 anos na escola onde leciona no
município de Indaial, em Santa Catarina, nesta segunda-feira, 21.
Conforme o relato, a educadora pediu que o adolescente colocasse o livro
utilizado na aula sobre a mesa. Com a negativa do rapaz e uma agressão
verbal como resposta, Marcia pediu que ele se retirasse da sala. A
agressão física teria ocorrido minutos depois, quando os dois foram até a
sala da direção.

Segundo a professora, o estudante negou tê-la ofendido e, ao ser
interpelado, começou a agredi-la com fortes socos. Marcia publicou fotos
que mostram um corte aberto em uma das sobrancelhas, um olho inchado
por um hematoma e sangramento no nariz. 

Na publicação, a
profissional também desabafa sobre agressões verbais anteriores e
reclama do desamparo dos governos em relação à profissão. "Estou
dilacerada por saber que não sou a única, talvez não seja a última.
Estou dilacerada por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus
colegas sofrerem. Porque me sinto em desamparo, como estão desamparados
todos os professores brasileiros. Estamos, há anos, sendo colocados em
condição de desamparo pelos governos", afirmou.

A delegacia de Polícia Civil de Indaial confirmou que a
professora registrou o boletim de ocorrência no final da manhã e foi
encaminhada para realização de exame de corpo de delito. "Sala lotada. A
imensa maioria era de mulheres acompanhadas de outras mulheres (...)
Cobertas por lenços e enormes óculos escuros, como eu. silenciosas,
caladas, cabeça baixa", relatou mais tarde, também no Facebook, sobre o
exame.

Após o resultado do corpo de delito, o adolescente deve ser
intimado a prestar depoimento e será investigado por ato infracional,
com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Até o horário
desta publicação, a reportagem não localizou representantes da escola
para comentar o caso. A professora relata que a agressão ocorreu no
Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), administrado pela rede
pública municipal de educação.



Fonte: AE
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