“Leo Veras incomodava os mafiosos”, afirma colega de jornalista morto
2020-02-13 12:04:41
O jornalista brasiguaio Lourenço Veras, o Leo, 52 anos de idade, aprofundava suas investigações jornalísticas e isso incomodava o crime organizado. A afirmação é de outro repórter da fronteira, Santiago Benítez. Leo Veras foi executado por três pistoleiros com pelo menos 12 tiros na noite de ontem em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Ao jornal La Nación, Benítez afirmou que Leo Veras sempre mencionava ameaças, como o próprio jornalista havia dito em 2017 e no mês passado, em entrevistas. “Ele aprofundava suas investigações jornalísticas e isso incomodava os mafiosos, por isso o mataram. Sempre falava em ameaças, mas na fronteira só se acredita depois que acontece”, disse Santiago Benítez.

A mulher de Leo Veras, Cinthia González, em entrevista nesta manhã à Rádio ABC Cardinal, disse não ter conhecimento das supostas ameaças ao jornalista. Ela também rebateu declarações do promotor de Justiça Marco Amarilla de que Leo andava preocupado, tenso, e que teria “praticamente se despedido da família”.

“Nunca me disse nada, sempre estava tranquilo, em nenhum momento o senti com medo. Que eu saiba, não recebeu nenhuma ameaça, estava trabalhando normalmente”, afirmou ela.

Entretanto, o próprio Leo Veras disse em entrevista ao programa Domingo Espetacular, exibido pela TV Record no dia 28 de janeiro deste ano, que recebia ameaças através de mensagens de celular.

Santiago Benítez revelou também que há alguns anos, Leo Veras contava com proteção policial justamente por causa das ameaças, mas que nos últimos tempos o serviço foi desativado, não se sabe por qual motivo.

O corpo de Leo Veras está sendo velado na sala de uma empresa funerária em Pedro Juan Caballero e vai ser enterrado às 17h no Cemitério Cristo Rei, em Ponta Porã.
Fonte: CGN
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