Ligado a Major Carvalho, traficante terá aeronave leiloada pela Justiça em MS
2020-02-13 11:01:45
A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul autorizou, em despacho publicado nesta quinta-feira (13) no Diário Oficial do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), a alienação da aeronave Cessna, prefixo PRUSS, que seria de Ilmar de Souza Chaves, traficante internacional de drogas e piloto ligado ao Major Carvalho, expulso da Polícia Militar por comandar rede de venda de entorpecentes.

Avaliada em R$ 800 mil, a aeronave será leiloada pela Justiça Federal. Ela está apreendida desde junho do ano passado no Aeroporto internacional de Ponta Porã. De acordo com o processo, as denúncias apontam os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O avião estaria registrado em nome de outra pessoa e há indícios de que era utilizado para transporte de drogas. Consulta ao site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostra que a aeronave de 1976 está registrada em nome de uma mulher, tem capacidade para 1.724 quilos e autorização para voo IRF (Instrument Flight Rules) noturno.

Tráfico de drogas
Ilmar, também conhecido como Pixoxó, foi preso em 2010 em Minas Gerais, quando tentava fugir com uma aeronave suspeita de ser utilizada no transporte de cocaína, na pista de pouso desativada da Usina Furnas Centrais Elétricas.

Ele já havia fugido em 2007, quando pagou propina para escapar do presídio de Concepción, no Paraguai. A fuga foi cotada em US$ 15 mil, cerca de R$ 30 mil à época.

Ilmar é apontado como pessoa ligada ao Major Carvalho, expulso da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) 22 anos após ser preso por tráfico de drogas. Carvalho foi condenado no ano passado a mais 15 anos, 3 meses e 21 dias de prisão apenas por lavagem de dinheiro pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Outros 17 réus foram absolvidos na ação porque o suposto crime imputado a eles não constitui infração penal. Segundo as investigações, os réus teriam usado sob o comando do ex-major empresas de fachada para movimentar apenas entre os anos de 2002 e 2006 mais de R$ 100 milhões.

Carvalho era responsável por operações fraudulentas para ficar com a herança de Olympio José Alves, um milionário que vivia em São Paulo e morreu em 2005, deixando sem herdeiros uma fortuna estimada em mais de R$ 100 milhões. Além da prisão, o ex-major terá que pagar uma multa de mais de R$ 70 mil, “tendo em vista que, conforme apurado nos autos, o réu detém a propriedade de fato de empresas e imóveis, movimentando altíssimas somas em dinheiro”, diz a sentença.

A denúncia aponta que uma usina de açúcar e álcool e uma transportadora teriam sido compradas para fraudar o espólio do milionário. O ex-major teria conseguido se apossar de R$ 3,9 milhões em 2007, escondendo os valores com várias pessoas para dificultar o rastreamento.
Fonte: MM
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