Empresa africana convida Documenta Pantanal e IHP para viaagem de imersão na África
2020-02-12 08:50:35
O intercâmbio no Delta do Okavango, a convite da empresa africana Natural Selection, tem como objetivo conhecer in loco a experiência que inseriu o lugar no mapa mundial como referência do turismo de natureza e de conservação de vida selvagem.

Nesta terça-feira (11), uma equipe liderada pelo presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Angelo Rabelo, e composta por cinegrafistas da Eureka Filmes, de Corumbá, embarca para uma imersão na região do Delta do Okavango. A expedição, que conta com apoio da iniciativa "Documenta Pantanal", do SOS Pantanal e também de Alexandre Bossi (Pandhora Investimentos), deve se estender por dez dias e é fruto de uma ideia inicial do proprietário do Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, Roberto Klabin. Após várias idas ao continente africano, ele pensou em trazer para o Brasil o exemplo bem-sucedido de Botsuana, na África, em relação à conservação de áreas de natureza e incentivo ao turismo de observação.  

"A concepção deste intercâmbio começou há cerca de três anos, quando o SOS Pantanal trouxe um especialista em turismo em áreas de conservação de Botsuana para proferir palestras em Campo Grande, Cuiabá e Brasília. Nesses encontros, ficou visível para os empresários do Pantanal a necessidade de aprenderem com o país africano e aplicarem no Brasil as mesmas boas práticas que mudaram radicalmente uma área alagada de 15 mil km², transformando a região do delta em referência internacional quando se fala de conservação e turismo de observação", aponta o empresário.

Nesta viagem, que ocorre a convite da empresa africana Natural Selection  que pretende se instalar no Pantanal, o grupo brasileiro irá conhecer in loco a experiência que inseriu o Delta do Okavango no mapa mundial como referência do turismo de natureza e de conservação de vida selvagem.

Ângelo Rabelo, presidente do IHP, lidera a expedição para entender como o Pantanal pode se tornar um destino turístico de alcance mundial para o turismo de natureza em áreas inóspitas e com exuberante vida selvagem.

“A expectativa de conhecer um caso de sucesso de turismo em áreas de conservação como uma alternativa de negócio vai ao encontro daquilo que temos buscado nos últimos 30 anos para o Pantanal, que, além de suas atividades tradicionais, como a pecuária, é cenário de uma exuberante vida selvagem. Vamos conhecer a experiência do Okavango, que se tornou um exemplo de oportunidades para empresários e população, construindo uma estratégia em que todos sobrevivem, a natureza é protegida e as pessoas passam a ter qualidade de vida e os negócios acontecem”, afirma Rabelo.

A ida dos cinegrafistas para Botsuana tem uma justificativa, de acordo com a organizadora do "Documenta Pantanal", a produtora Mônica Guimarães. “Durante a permanência deles serão produzidos filmes de curta duração dos diferentes aspectos da bem-sucedida experiência do Okavango, abrangendo desde as questões de preservação ambiental à infraestrutura hoteleira, os quais posteriormente, serão exibidos nas redes sociais dos integrantes de nossa iniciativa, empresários que atuam no Pantanal”, antecipa.

Iniciativa Documenta Pantanal
Registrar para documentar e preservar. Este é o assunto da iniciativa "Documenta Pantanal", que prevê o desenvolvimento de ações multimídias (exposições, livros e vídeos) que, mais do que celebrarem a beleza e a biodiversidade desse ecossistema, pretendem chamar a atenção da sociedade para a urgência em conhecer e preservar este patrimônio, cujo desconhecimento de sua verdadeira realidade impede um aproveitamento econômico maior do turismo, inclusive um turismo internacional de qualidade.

Com a participação de instituições que atuam na região pantaneira, a iniciativa reúne pesquisadores, empresários e a própria comunidade para, em conjunto, mobilizar a sociedade para as questões primordiais desse bioma. Entre eles, a Acaia Pantanal, a Associação Onçafári, o Chef Paulo Machado, o Instituto Homem Pantaneiro, o Instituto Arara Azul, o Refúgio Ecológico Caiman, o Sindicato Rural de Corumbá, o SOS Pantanal e o SOS Taquari ganham destaque na luta pela conscientização do cuidado com a natureza.

Delta do Okavango
O Delta do Okavango é considerado por muitos o maior delta interior do mundo, e fica no noroeste de Botsuana. É, na realidade, um grande pântano que se dispersa no deserto do Kalahari, próximo aos pans de Makgadikgadi. Um delta interior é um delta de rio que não deságua em rio ou mar. E sim, neste caso, no deserto.

O local é onde as águas dos rios Okavango, Kwando e Linyanti chegam e “morrem”. A água dos rios vai sumindo ao longo de suas longas trajetórias, seja pelo consumo das plantas (60%) ou evaporando (36%). E somente 2% de suas águas chegam no Lago Ngami, por meio do rio Thamalakane.

O delta em si cobre uma espantosa superfície entre 15000 km² e 22000 km² durante as cheias. E fica numa altitude de 942 metros. Esta é uma área tão especial que a região é classificada como Patrimônio Mundial pela Unesco e ainda uma das Sete Maravilhas Naturais de África.
Fonte: BN
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