Família de garoto esquartejado teme "corpo mole" do MP e mantém protesto
2019-12-10 11:05:26
A família de Alex Ziole Areco Aquino voltou a protestar cobrando empenho do MP (Ministério Público) em Pedro Juan Caballero e da Polícia Nacional. Aos 14 anos, o adolescente foi sequestrado, torturado e executado, em crime brutal que chocou a região.

Munidos de faixas e cartazes, a família fez o protesto hoje de manhã. Em um deles, escreveram: “Nossa luta continua, não pararemos até que os culpados paguem!”.

Mesmo após o indiciamento de três pessoas pelo crime, a intenção é pressionar e fiscalizar o trabalho da promotora de Justiça, Sandra Dias. A família, segundo informações apuradas pela reportagem, teme que ela esteja fazendo “corpo mole”.

No sábado (7), centenas foram às ruas contra a decisão inicial de indiciar os três suspeitos por sequestro e cárcere privado, mas não por homicídio e ocultação de cadáver. Ontem, depois da pressão, a promotoria mudou o indiciamento dos três, já presos: Denise Pimentel Acosta, o marido Genaro Lopes Martins e um adolescente.

Morte – O corpo de Alex foi encontrado no dia 5 de dezembro, no rodoanel de Ponta Porã.

O jovem foi sequestrado e morto com um tiro na cabeça após ser torturado. Em seguida o corpo foi queimado e enterrado em uma cova rasa, depois desenterrado e deixado dentro do tambor.

Alex teria sido morto por ter brigado com um cunhado de Genaro, no banheiro da escola em que estudava, na cidade de Pedro Juan Caballero. Todos os detalhes do crime foram encontrados nos celulares dos suspeitos presos, no entanto, eles negam envolvimento com o crime.
Fonte: CGN
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